sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Felisberto Alves Carrejo

O cidadão Felisberto Alves Carrejo (ou Carrijo), ao chegar neste esplêndido chão-planalto, apressou-se logo em formar aqui um povoado, sendo este, em seguida, denominado como Nossa Senhora do Carmo, nome da padroeira e que só depois recebeu um outro nome, o de São Sebastião da Barra de São Pedro do Uberabinha. Muitos e antigos cidadãos já disseram que aquele promissor povoado, em adiantado estágio populacional, era tratado por Arraial dos Carrijos. Do que se conseguiu apurar, o patrimônio fora constituído em 1846, quando foi dado início aos trabalhos de construção da Capela Curada. A referida casa de orações veio mais tarde a ser a primeira igreja do lugar, sendo sua denominação a de Nossa Senhora do Carmo e São Sebastião. Para alguns dos mais antigos historiadores que se dedicaram à busca de resultados em prol da afirmação histórica do Município de Uberlândia, um dos filhos de Felisberto Alves Carrejo (José Martins Carrejo), já ordenado padre, era quem ministrava os sacramentos na capela do arraial de São Pedro. É deveras interessante um trecho que fala sobre esse topônimo: Segundo consta, tudo se deu pela descoberta de uma inscrição (feita certamente por ponta de faca, ou canivete), em um velho tronco de aroeira e à beira de um córrego afluente do nosso amado Rio Uberabinha (antes chamado Uberaba Legítimo), onde se lia - 29 de junho — Dia do Santo. Há também uma antiga foto, ainda em bom estado de conservação, mostrando parte da grande família constituída pelo fundador do arraial, Felisberto Alves Carrejo - ou Carrijo, como ainda insistem determinados historiadores. Acrescente-se também, a título de curiosidade, que a referida foto não registra imagens de crianças. São só adultos. São 12 varões - todos muito bem trajados, com ternos, camisas brancas e gravatas. Três simpáticas damas fazem parte da referida fotografia. Duas estão ao lado de Felisberto e podem ser a esposa e sua mãe; a outra, talvez uma filha ou nora. É de se levantar dúvidas de que as crianças tenham sido deixadas à margem pelas condições precárias da velha máquina fotográfica ou então por sentido de superioridade, já existente naqueles velhos tempos. Por uma ou outra razão, certo é que as crianças não fizeram parte naquela foto familiar e histórica.

Publicado no jornal Correio de Uberlândia - Ano 2009

Alberto de Oliveira

Jornalista


Um comentário:

  1. Parabéns pelo Blog. Estou lendo todas as postagens. Que Deus lhe abençoe.
    Jorge do Blog Almas Castelos
    http://almascastelos.blogspot.com

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