sábado, 14 de março de 2015

Corrupção: tão antiga e sempre nova



Para quem afirma que a Bíblia é coisa do passado, recentemente me deparei ao ler o Salmo 53 (52), com o quanto ele é contemporâneo e não pude deixar de compará-lo com a atual situação política brasileira: 
“Todos se extraviaram, são todos corruptos; ninguém mais faz o bem, nem um sequer. Não entendem nada todos os malfeitores, que devoram meu povo como se fosse pão?”
            Como são verdadeiras essas linhas, os políticos do Brasil vêm vilipendiando nossa Nação.  Transformaram-na numa enxurrada de denúncias e mais denúncias, onde o interesse particular sobrepõe-se ao interesse público e coletivo.  Dilma não estava errada ao dizer que a corrupção é muito anterior ao seu governo, todos os brasileiros de bom senso sabem disso, ela já estava presente na esquadra de Cabral. 
            Não creio que Dilma esteja envolvida diretamente na corrupção que houve na Petrobras, mas acredito que ela pecou sim, porém por omissão e conivência. Atacar e colocar a culpa na gestão FHC pelos desmazelos na Petrobras parece piada, é claro que nessa época também isso ocorreu. Agora uma coisa a que nos devemos atentar, é que o PT trouxe para si desde a sua criação em 1980, a bandeira da ética e da moralidade política-partidária, que lutava contra os desmandos existentes. As décadas se passaram e o PT chegou ao poder, com uma estrela que era símbolo de esperança para a Nação, que romperia com os grilhões que acorrentavam o Brasil. Passaram-se 12 anos de poder e vemos que o sonho e a utopia petista deram lugar a jogos espúrios para ver quem tem mais poder e é claro dinheiro. 


            Se o PT fosse aquilo que ele sempre apregoou ao longo das décadas, ao assumir o governo em 2002, Luís Inácio teria auditado as contas da União e feita uma devassa aos tucanos que também dilapidaram o erário público. Teria colocado a corrupção em pratos limpos e encarcerado os culpados. Mas não, parece que ficaram com vergonha dos tucanos terem roubado pouco e foram mais ousados, simplesmente aparelharam o Estado Brasileiro aos deleites e prazeres do Partido dos Trabalhadores, numa espécie de orgia com o PMDB, incluindo aqui o bonde de Sarney, Collor, Renan, Jucá, Barbalho e sem falar nos outros partidos, onde estão Collor e Maluf. dos quais no PP se destaca o magnânimo corrupto Paulo Maluf.
Enquanto o Mensalão petista era investigado, o qual eles chamam de farsa política, o Petrolão já estava em andamento e continuou em curso mesmo quando o próprio Petrolão era investigado.
Investigar é um ato democrático, portanto, deve recair a quem quer que seja, petistas ou tucanos - não entendi o pedido de arquivamento do Procurador da República sobre um possível envolvimento de Aécio no Petrolão – as roupas sujas devem ser lavadas, o que está oculto deve ser esclarecido, não por partidarismos, mas porque o povo merece, afinal de contas, democracia, a palavra já diz: é governo do povo.
O problema não está em abrir investigações, ainda que em partidos alheios, ele consiste em que no final continuamos vivendo no mesmo pão e circo, onde os doutores em corrupção que deveriam ser enjaulados são libertos e proclamados heróis da Pátria.
Continuo apostando naquilo de mais belo que há no homem, a sua consciência, não existe um sequer que não seja corrupto? Leis deixariam de ser necessárias se a consciência do que é moral, do que é certo reinasse, não somente no campo político, mas em todas as relações humanas, afinal somos um povo que dá sempre um jeitinho em prol de si mesmo, desde o atracamento das caravelas em nosso litoral.
Amanhã é dia de irmos para as ruas e isso não tem nada de golpismo, pelo contrário, o golpe é o que estão fazendo com a Nação. Viva o Brasil!


Daniel Alves Rezende
Cidadão brasileiro e licenciado em História



 Daniel Rezende - © 2015 - Todos os direitos reservados

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Famílias Pereira, Rezende, Carrijo e Paniago - algumas descobertas familiares



Desde o ano de 2008, venho pesquisando continuamente sobre as famílias Paniago, Rezende, Pereira e Carrijo, ambas oriundas do Triângulo Mineiro e interligadas entre si, por conta de inúmeros casamentos numa relação de quase 200 anos. Já na infância ouvia de minha avó materna Benedita de Fátima Rezende (1943-2012) e outros familiares, 'estórias' e mais histórias sobre a família. Sobretudo, dos que moravam em Uberlândia e dos outros que vieram para Goiás.

Também ouvia muitas histórias que pareciam lendárias, fascinantes e as vezes tristes, como índias pegas a laço em Araxá e feitas de esposas; escravos que não foram embora das fazendas quando houve a abolição da escravatura pela Regente Princesa Isabel em 1888.  De estrangeiros que haviam se mudado para os grotões do Brasil, isto é, para o Sertão da Farinha Podre, até então um mero local de passagem entre as Províncias de São Paulo e Goiás, caminho esse que era remanescente da antiga estrada chamada “Picada de Goyaz” ou “Picada do Anhanguera”, pois tinha sido aberta por Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera em buscas das minas de ouro dos índios Goyazes (guaiases).

O Triângulo Mineiro do século XIX não era muito diferente do século anterior, pois, quando o sertanista e pioneiro João Pereira da Rocha[1] chegou à região compreendida entre os rios Araguari (das Velhas) e Uberabinha em 1818, esse território era formado por poucas fazendas e ainda com muitas terras devolutas. As povoações existentes no Triângulo talvez não fossem mais do que Uberaba, até então um pequeno arraial com pouco mais de uma dúzia de casas e uma pequena igreja dedicada a Santo Antônio; Desemboque, um antigo julgado da Capitania de Goiás; Araxá, também se constituía nessa época como um julgado; Aldeia de Sant’Ana do Rio das Velhas, hoje Indianópolis, fundada por padres jesuítas em meados do século XVIII; Patrocínio, também um arraial ínfimo na época e por fim muitos índios das nações Caiapó e Bororô. Cidades como Sacramento, Araguari, Ituiutaba, Estrela do Sul, Prata, vieram a surgir alguns lustros depois.

Quando os Pereira chegaram ao atual território de Uberlândia, pouquíssimas famílias estavam radicadas na região e entre elas havia uma predominância de mineiros que procuravam novas terras para ocupar. Após uma década de estabelecimento dos Pereira, que ocasionou na fundação da Fazenda São Francisco de Assis, chegaram de Campo Belo os irmãos Carrejo, Luiz, Francisco, Felisberto e Antônio Alves Carrejo (Carrijo) com seus respectivos familiares. Na verdade, a historiografia uberlandense não trabalha de forma mais profunda sobre essa chegada, e dá a ela, motivações não muito esclarecidas, as quais entraremos em detalhes no livro que estamos produzindo.

Através de documentos históricos e inéditos encontrados em nossa pesquisa, descobrimos que os Pereira/Rezende e os Carrijo são aparentados e procedem de um ancestral comum. Assim, o pai dos irmãos Carrejo, José Alves Carrejo nascido na atual cidade de Itabirito em 1752 era irmão de Quitéria Maria da Conceição, casada com Caetano de Souza Rezende, sendo estes pais de Genoveva Alves de Rezende, esposa de Pereira da Rocha. Desse modo, os irmãos Luiz, Francisco, Felisberto e Antônio Alves Carrejo eram primos de primeiro grau de Genoveva e de seus irmãos José e Caetano Alves de Rezende[2]. Os filhos de João e Genoveva foram batizados com os sobrenomes Alves e Pereira, o primeiro por conta da mãe e o segundo pelo pai. Como vimos, o sobrenome Alves encontrado nos filhos de João Pereira da Rocha provinha da família Alves Carrejo, que originalmente em Portugal era Álvares Carrejo, sendo o Alves uma forma de abreviar aquele sobrenome. Também a segunda esposa de Pereira da Rocha, dona Francisca Alves Rabello era aparentada dos irmãos Carrejo.

A historiografia uberlandense afirma que um filho de Pereira da Rocha necessitava de serviços de ferreiro na Fazenda São Francisco, e que sabendo da existência de bons profissionais desse ramo em Campo Belo, partiu para lá para buscá-los. Isso pode até ser verdadeiro no sentido de que realmente precisava-se de um ferreiro, agora o equívoco está em pensar que os Pereira e os Carrijo se conheceram aí, ledo engano conforme pudemos atestar em nossa pesquisa. Eles se conheciam há muito tempo e mais do que isso, eles eram parentes e provavelmente as notícias corriam entre Campo Belo e o Sertão da Farinha Podre.

O primeiro irmão Carrijo a se transferir para o Triângulo foi o Luiz, que adquiriu terras de Pereira da Rocha e outros, depois vieram os demais. Luiz ficou com a parte maior de terras, porém para equilibrar as partes redividiu sua propriedade, vendendo-as aos outros irmãos, assim essas quatro glebas ficaram conhecidas: Fazenda Lage, de Francisco Alves Carrejo; Fazenda Olhos d’Água, de Luiz Alves Carrijo; Fazenda Marimbondo, de Antônio Alves Carrejo e por último a Fazenda da Tenda, de Felisberto Alves Carrejo. Entre os irmãos Carrejo, o que mais se destacou foi Felisberto Alves Carrejo[3] (1795-1872), que montou em sua fazenda uma tenda de ferreiro, nome pela qual ficou conhecida, ali também criou uma pequena escola e passou a lecionar para as crianças da região. Depois, com a ajuda de seu primo segundo, o capitão Francisco Alves Pereira (1806-1876) e do povo da região, conseguiu edificar em 1846 uma pequena capela em devoção a Nossa Senhora do Carmo em terras que pertenciam à dona Francisca Alves Rabello, viúva de João Pereira da Rocha. 

Felisberto Alves Carrejo


O local escolhido para essa construção foi entre os córregos São Pedro e das Galinhas (hoje, Cajubá), que desaguam no Rio Uberabinha. Em torno dessa ermida foi surgindo então às primeiras casas, dando formação a um pequeno arraial. Pela Lei Provincial n.° 602, de 21 de maio de 1852 o povoado passou a Distrito de Paz com a denominação de São Pedro de Uberabinha pertencente ao Município de Uberaba e tendo como primeiro Juiz de Paz o próprio Felisberto Carrejo. Ainda sobre a pequena igreja, a primeira celebração foi realizada pelo padre José Martins Carrejo, que era vigário colado da Paróquia de Sant’Ana do Rio das Velhas, hoje Indianópolis. 

Primeira Capela de Uberlândia, dedicada a Nossa Senhora do Carmo


Padre Carrejo era o segundo filho de Felisberto e aos 15 anos entrou para o Seminário de Santa Cruz da então Diocese de Goiás, na antiga Vila Boa. Uma vez que, mesmo sendo transferido para Minas Gerais em 1816 (em matéria político-administrativa), o Triângulo Mineiro em matéria eclesiástica pertenceu ao Bispado de Goiás até o ano de 1907, quando então foi criada a Diocese de Uberaba, tendo como primeiro bispo Dom Eduardo Duarte da Silva. Entretanto, padre Carrejo sempre exerceu seu ministério no Triângulo, por conta da proximidade com a família em Uberabinha. Sendo assim, foi o primeiro pároco após a restauração da Paróquia de Sant’Ana de Indianópolis em 1870 e também pároco de Sacramento, São Francisco de Salles, Nova Ponte, Santa Maria, hoje Miraporanga, vindo a falecer no ano de 1898.

Quanto aos Paniago, os documentos até agora encontrados apontam que ao saírem da Espanha para o Brasil, os Paniago se estabeleceram na região goiana entre Catalão e Ipameri. Por intermédio de nosso amigo e familiar, padre Murah Peixoto Vaz (descendente dos Peixoto Carrijo) encontrou-se em Ipameri, antiga freguesia do Divino Espírito Santo do Vaivém um registro matrimonial importante, o qual transcrevemos:


 “Aos 18 de Fevereiro de 1851, nesta Matriz do Divino Spirito Santo do Vay   vem, pelas dez horas d’amanhã, receberão se Matrimonio os Nubentes Bento Jose Paniago e Claudina Maria Dutra, perante mim, e duas testemunhas os Coroneis Roque Alves de Azevedo e Francisco Ferreira dos Santos, e eu lhes dei as Benções Nupciaes. E para constar faço esse assento que assigno. O Vigrº. Joaquim Ignacio Rodrigues”.


Acreditamos que, possivelmente o Bento José Paniago supracitado, era irmão de Antônio Joaquim Paniago, morador no Triângulo e que se casou com Anna Maria de Rezende, sobrinha-neta de Genoveva Alves de Rezende e de seu marido João Pereira da Rocha. Pois, Antônio e Anna Maria deram em 1854 ao seu nono filho, o nome de Bento José Paniago e isso só poderia ser em homenagem ao irmão de Ipameri. Mais tarde, por volta de 1880, o Bento Sobrinho mudou-se de Uberabinha para o Mato Grosso e depois para Goiás, sendo um grande fazendeiro no município de Jataí, onde faleceu em 1915, deixando uma distinta e numerosa descendência no Sudoeste Goiano e no Mato Grosso. 

Bento José Paniago Sobrinho (1854-1915), sua segunda esposa Amélia Basília de Jesus e a filha Etelvina


Ainda em 1875, na antiga Matriz de Nossa Senhora do Carmo de São Pedro de Uberabinha, Bento (Sobrinho ou de Jataí) havia se casado com sua parenta, Maria Rita de Cássia, filha de José Thomaz Peres e Rita de Cássia Alves Pereira. Esta última era a filha caçula de João Pereira da Rocha e de Genoveva Alves de Rezende e casou-se em primeiras núpcias com seu parente Manoel Gomes Pereira, deixando da primeira união um único filho, João Gomes Pereira.

Enfim, não posso contar mais, porém garanto que essas e outras histórias estarão contidas no livro que estou escrevendo sobre a origem de Uberlândia, que terá um caráter histórico-genealógico, revelando a saga das famílias pioneiras que desbravaram o atual território uberlandense há dois séculos.



Daniel Alves Rezende

- Historiador -


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[1] Faleceu em 1845 e foi sepultado na Aldeia de Sant’Ana dos Rio das Velhas, hoje Indianópolis. O autor deste texto é hexaneto (sexto neto) de João Pereira da Rocha e de sua primeira esposa Genoveva Alves de Rezende, perfazendo a seguinte linha de sucessão: João Pereira da Rocha (+1845) < Rita de Cássia Alves Pereira (1826-1861) < João Gomes Pereira (*1850) < Thereza Maria de Jesus (1887-1941) < Maria Ferreira de Rezende (1917-2008) < Benedita de Fátima Rezende (1943-2012) < Maria Amélia Teixeira de Araújo (*1967) < Daniel Alves Rezende (*1990).
[2] Estes irmãos foram os fundadores da sesmaria que originou a Fazenda Monjolinho em Uberlândia.
[3] O autor também é hexaneto (sexto neto) de Felisberto Alves Carrejo e sua esposa Luiza Maria de Jesus (Martins), perfazendo a seguinte linhagem sucessória: Felisberto Alves Carrejo (1795-1872) < Francisco Martins Carrejo < Elias Rodrigues Martins (*1859) < Onofre Rodrigues de Rezende (1884-1966) < Joaquim Rodrigues de Rezende (1911-1976) < Benedita de Fátima Rezende (1943-2012) < Maria Amélia Teixeira de Araújo (*1967) <  Daniel Alves Rezende (*1990). E ainda hexaneto de Antônio Alves Carrejo e Maria Eufrazia de Jesus, que eram pais de Delfina Alves Rodrigues que casou com seu primo primeiro, Francisco Martins Carrejo. Vê-se, portanto, que o autor descende dos mais antigos e tradicionais troncos familiares de Uberlândia, que são os Carrijo, os Rodrigues Rabello, os Pereira, os Rezende, os Paniago e os Ferreira da Fonseca. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Em Anápolis, falece João Martins de Rezende



Faleceu no último dia 04, João Martins de Rezende (69), nascido em Anápolis – GO aos 10 de julho de 1945 foi o primeiro filho do casal Joaquim Rodrigues de Rezende e Maria Ferreira de Rezende a nascer naquela cidade, em vista de suas duas primeiras irmãs Valdete e Benedita terem nascido em Uberlândia. Foi batizado na Igreja Bom Jesus em Anápolis pelo então Cônego Pitaluga em 25 de dezembro de 1945, sendo seus padrinhos os tios Olímpio Rodrigues de Rezende e Ludovina Maria dos Santos.
Quando foi registrado além de receber o Rezende dos pais,  também recebeu o sobrenome Martins, que foi uma forma de seu pai, homenagear o seu avô e bisavô paterno, respectivamente Elias Rodrigues Martins e Francisco Martins Carrejo. Quanto a Missa de sétimo dia ocorreu no dia 10 no Santuário Santo Antônio também em Anápolis. Por fim, João será sempre lembrado por ser dono de um humor sem igual, sobretudo, na questão política.


Dai-lhe Senhor o eterno descanso, e que a Luz perpétua o ilumine. Descanse em paz. Amém!



Ascendência Paterna:

João Martins de Rezende (1945-2014)
Joaquim Rodrigues de Rezende (1911-1976)
Onofre Rodrigues de Rezende (1884-1966)
Elias Rodrigues Martins (1859-????)
Francisco Martins Carrejo
Felisberto Alves Carrejo (1795-1872)
José Alves Carrejo (1752-????)



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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estação Stevenson em Araguari


Estou acompanhando com muito entusiasmo e alegria a restauração da antiga Estação Ferroviária Stevenson em Araguari, mais precisamente na BR-050 entre Araguari e Uberlândia. Essa estação foi construída em 1927 e pertencia a Cia. Mogiana de Estradas de Ferro.  As obras atrasaram um pouco, mas já estão em fase de conclusão e a antiga estação volta a ganhar uma nova vida, visto que estava abandonada há mais de 30 anos. Por sinal, está ficando muito bonita e gostaria de parabenizar a Prefeitura de Araguari que através de verbas do Governo Federal realiza essa restauração tão necessária.

O telegrafista da Stevenson, Sr. Damasceno e sua esposa Clarice Soares 

Promissória de empréstimo de meu bisavô Joaquim Rodrigues de Rezende



Minha família tem uma forte ligação com essa estação, pois junto a ela ficava o sítio de meus trisavós Onofre Rodrigues de Rezende (1884-1966) e Vergilina Maria de Rezende (1887-1951), ao lado da casa de residência ainda mantinham um pequeno armazém que ficava sempre cheio nos horários em que os trens paravam na referida estação. Além de servir para a população rural da região da Fazenda Fundão. Meu tio-bisavô Manoel Rodrigues de Rezende (hoje com 91 anos) trabalhou na estação, vez como ajudante de telegrafista, vez para amontoar lenha. O depósito de lenha da estação era também de propriedade de meu trisavô Onofre. 

Dessa estação partiram de mudança para Anápolis em março de 1941, que fez com que eles vendessem esse sítio. Das casas e do armazém, só sobrou à casa de meu tio-bisavô José Rodrigues de Rezende (1914-1967) e de sua esposa Izabel Rodrigues da Cunha, aliás, esta casa era mais nova e foi construída por ocasião do casamento deles. 

Estação Stevenson em 2009

Área da antiga plataforma.

A esquerda a estação Stevenson e a frente a casa do tio José Rodrigues de Rezende

Esta casa era dividida entre o chefe da estação e o telegrafista.

Em 2009, visitei a estação e a situação era precária.

Bela foto do amigo Glaucio de Araguari, se vê a velha paineira e a casa do tio José.

Como pode se ver, a situação era bastante crítica.

A estação sendo restaurada, foto do amigo Glaucio Henrique Chaves.

A estação vista da BR - 050


Texto: Daniel Alves Rezende 
Imagens: Daniel Alves Rezende e Glaucio Henrique Chaves




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